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EDITORIAL
A imagem lá fora…
Portugal não é a Grécia!
Este grito anunciado durante os últimos meses perdeu agora a sua firmeza com a decisão do Governo Português de pedir ajuda financeira externa. Embora nós por cá continuemos a saber as diferenças entre os dois países, nomeadamente do sistema bancário português que, segundo os “stress tests” efectuados, seria por si só, bastante mais estável e saudável do que o da Grécia, se não houvesse o efeito negativo produzido pelo arrastamento da dívida pública portuguesa. Mas será que quando se cria lá fora uma imagem de Portugal, também fazem estas distinções?
Ora, em situações complicadas como esta, convém focalizar o copo meio cheio em vez do copo meio vazio. Apesar das últimas notícias não transmitirem uma boa imagem, o que a curto prazo dificulta “vender o país lá fora”, existe um ponto positivo: Neste momento Portugal está no centro das atenções europeias e mundiais, ou seja, transmite uma imagem! |
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Há quem defenda o ponto de vista de que transmitir uma imagem é melhor do que não transmitir nada, porque não transmitir nada significa simplesmente não ter visibilidade nenhuma, o que quer dizer não existir na mente dos outros.
As recentes notícias, embora negativas, contribuem para aumentar a perceptibilidade de Portugal. A sua apagada existência no mapa tem sido uma das maiores barreiras para atrair interesses e investimentos internacionais, o que é uma pena, especialmente porque o país tinha para oferecer muita coisa boa para os mercados lá fora. Neste momento transmite-se a imagem de um paciente doente, mas pelo menos de alguém que aborda os seus problemas e fraquezas.
Neste sentido, com um olhar optimista para o futuro, esperamos que o lado bom dos actuais acontecimentos seja o aumento da perceptibilidade de Portugal e que, numa perspectiva a médio /longo prazo, isso traga benefícios para o país.

Gregor Zemp
Secretário Geral
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