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EDITORIAL
Quando muito forte, causa fraquezas - o franco suíço
A entidade suíça que mais evita surpresas surpreendeu todos: Há dias o Banco de Suíça (Banco Nacional) decidiu defender - com a tomada de medidas activas - um câmbio mínimo de 1,20 CHF/EUR.
É raro que uma entidade estatal suíça intervenha activamente nos mecanismos do mercado livre.
A indústria exportadora aplaudiu esta medida e respirou de alívio, porque a situação de um franco demasiado forte esmagou, há muitos meses, as margens das empresas suíças.
O que é um grande problema para uns, pode ser uma oportunidade para outros.
De facto, a CCISP estar a registar um crescimento de interesse por parte de empresas suíças que querem racionalizar a sua estrutura de custos. Para isso, Portugal tem algo a oferecer. Os critérios de avaliação que colocam Portugal no radar das possibilidades mais interessantes são geralmente os seguintes:
• Salários baixos, mesmo para trabalhos de qualidade: Os políticos portugueses podem gostar ou não deste critério para a imagem do país; o que é facto é que continua a ser um dos aspetos mais importantes;
• A proximidade: Entre Suíça e Portugal pode-se ir e vir sem problemas no mesmo dia; |
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• A qualidade dos produtos em muitos setores, por exemplo têxtil, calçado, produtos de couro, moldes, inovação tecnológica e informática (TI), etc.
• A flexibilidade em relação à possibilidade de produzir uma menor quantidade do que a necessária na Ásia ou em outros países europeus, e também em relação à capacidade de reagir rapidamente às novas tendências do mercado;
• Uma mentalidade de lealdade dos trabalhadores portugueses à empresa, quando são bem tratados. Para as empresas com informações sensíveis, existe menos medo do “roubo de ideias” e know how em Portugal do que existe em outros países. Um critério que foi há pouco novamente alegado por um diretor de uma empresa suíça na área da TI.
Por conseguinte, esperamos que o lado bom do franco suíço forte seja que Portugal saiba aproveitar esta oportunidade para reforçar a existente tendência de retorno de muitas empresas da Ásia para a Europa.
Bons negócios!

Gregor Zemp
Secretário Geral
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