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NESTE
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EDITORIAL
If you don’t make it,
just fake it!
Foi este o lema que nos conduziu através das últimas duas décadas. Tudo tinha que estar em crescimento, ditado pela regra de ouro dos tempos modernos: Leverage (=Alavancagem), ou seja, um Euro tinha que se tornar milagrosamente em 10 em pouco tempo. E quem não conseguisse, tinha que fazer de conta que tinha conseguido ou seria considerado alguém que já tinha perdido o comboio para o futuro. Quem não pudesse decorar a parede da sua sala de estar com uma enorme televisão HD já se suspeitava que fosse um falhado do mundo moderno.
Hoje todos sabemos para onde este conceito de vida nos levou. Algo correu mal. É tempo para parar e reflectir. David Bosshart, o Gerente do conhecido think tank suíço Gottfried Duttweiler Institute, dá-nos, no seu mais recente livro, uma fórmula interessante: Vamos passar do Age of Stress para o Age of Less. Interessante é que o Less não significa simplesmente a renúncia aos bens materiais, mas sim o sair de um mundo que se mede meramente pela quantidade (o que o crescimento exige) e virar-se para um mundo que valoriza mais a qualidade, mesmo que esta resida nas coisas mais simples.
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A base deste conceito nem é novo, nem complicado: Sustentabilidade para tudo que fazemos.
Isso será válido para todas as áreas das nossas vidas: a económica, a pessoal e a nossa relação com a natureza, o estado (nomeadamente no que concerne as contas dos estado!).
Não gastar mais do que se tem ou do que se consegue gerar!
Tudo que não prova a sua sustentabilidade, não pode fazer parte do futuro.
É com estas reflexões que a CCISP lhe deseja umas boas festas, e que estas se distingam - em vez de medidas quantitativas - em formas qualitativas, nomadamente no que diz respeito ao tempo que passa com os seus.
Até breve, em 2012,

Gregor Zemp
Secretário Geral |